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Ser Batizado no Espírito Santo

Por: Pe. Aélio | Enviada em: 04/09/2009 às 00:00:00

Uma experiência de Deus com vistas á comunidade
Uma afirmação que volta sempre nos escritos e nos testemunhos dos que viveram a experiência carismática da Renovação é a de que Deus está realmente reproduzindo entre nós as maravilhas de Pentencostes, efundindo seu Espírito Santo sobre seu povo necessitado. Essa afirmativa nasce da constatação dos efeitos que a ação do Espírito Santo produz nessas pessoas, como: uma profunda renovação interior; uma autêntica mudança espiritual e verdadeira conversão a Deus; a experiência muito pessoal com Jesus, que leva ao testemunho dele; uma nítida tomada de consciência do que deva ser a comunidade cristã. UMA UNÇÃO PARA A AÇÃO Assim, o batismo no espírito santo é como um novo nascimento, uma recriação do ser, uma experiência de plenitude: o Espírito invade todo o homem e sua alegria enche verdadeiramente todo o ser. No entanto, é um ponto de partida, sentido como o verdadeiro ponto de partida, um encontro com o Senhor que noa capacita a buscá-lo mais intensamente. Ele não vem do homem, não tem sua origem em outro experiência. Plena gratuidade, total iniciativa de Deus,em que o homem é tocado sem que em nada possa ter contribuído para isto. Essa efusão do Espírito orienta resolutamente o cristão para ação e para entrega de se mesmo ao serviço Igreja em vista da vinda da vinda do Reino de Deus. Alguns dizem que passaram a ser mais abertos aos problemas dos demais, que estão mais serenos, que não se aborrecem tão frequentemente. Há um novo amor à Escritura, aos sacramentos, à comunidade paroquial, à Igreja em geral. Há uma consciência de não mais fazerem algo por iniciativa própria, mas de serem enviados. Assim, pois, ser batizado, mergulhado, no Espírito Santo, ão é nunca um fato individual, mas um fato social, eclesial e histórico. EM VISTA DO BEM COMUM O dom do Espírito é essencialmente para o povo, para a comunidade. Como nos diz o Concílio Vaticano II: "... este mesmo Espírito não só santifica e conduz o povo de Deus por meio dos sacramentos e ministérios e o adorna com Virtudes, mas 'distribuindoa cada um os seus dons com lhe apraz'(1Cor 12, 11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tormam aptos e dispostos para a tomar diversas obras e necargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras: 'a cada qual se concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum.'(1 Cor 12, 7)" Ele dado à Igreja, na Igreja, para a Igreja. Uma explosão e não uma implosão. Quem vive só para si não testemunha do Espírito: este transforma quem vive dele e do Cristo e lhe dá produzir fruto de vida enterna (Jo 15, 5). O Espírito edifica primeiro o fiel, estabelecendo-o na paz e na alegria, abrindo-lhe a inteligência das Escrituras, dando-lhe o gosto da oração numa atitude de louvor. Fá-lo descobrir o outro, dá-lhe viver para os outros, descobrindo-lhe os mistérios da Igreja, dando-lhe amor pela Igreja com suas exigências de anunciar o Evangelho, de viver "em comunidade", numa dimensão também social, buscando sua unidade. Ele é aunção de alegria para obra de renovação e edificação da Igreja. O que é dado batismo do Espírito constitui algo pessoal dentro da comunidade, mas as forças liberadas servem principalmente para o serviço à Igreja e na Igreja, em vista do bem comum. O JUSTO VIVE DA FÉ O batismo no Espírito Santo seria, de certa forma, a experiência de uma nova e poderosa infusão da graça, realizada num momento, que intensifica e atualiza o pontencial da graça, já recebido, num encontro imediato com Cristo, sob a ação do Espírito Santo. Essa experi~encia vital é essencialmente uma nova dimensão de fé em nós, uma dimensão dinâmica permanente que se estende a tudo o que seja do domínio da fé. De abstrata e verbal, essa fé torna-se dinâmica e tem-se a experiência disto. Oa autores ascéticos e místicos antigos diriam que a pessoa adquire um conhecimento experimental de Deus e das coisas de Deus. Na terminologia moderna poder-se-ia provavelmente descrevê-la como uma experiência existêncial da fé, ou, mais simplesmente, uma experiência da fé. Deus se torna vivo. Um contato pessoal se estabelece com ele. Chega-se a "saborear" o Senhor. (Sl 33, 80). Assim, como resultado do "batismo no Espírito" e da vida no Espírito, algo de muito particular penetra a fé. Há uma certeza, uma uma segurança interior, um "testemunho do Espírito" (Rm 8, 16), acompanhado dua alegria e duma paz novas que, simplesmente, não estavam lá antes ou pelo menos da mesma maneira. Além dessa percepção da presença de Deus, há uma tomada de consciência de que o Espírito Santo veio com novo poder e está agindo. Essa tomada de consciência pode ou não vir no momento mesmo do "batismo no Espírito"; mas se uma pessoa é fiel à sua graça e se esforça por levar uma vida no Espírito, ela virá logo e se imporá com uma evidência interior que não admite dúvidas ou hesitações. Isto explica a profunda convicção e o entusiasmo naqueles que receberam o "batismo no Espírito". No entanto, apesar da nova dimensão de fé que ela traz, a vida no Espírito permanece uma vida de fé, e, por isto mesmo, misteriosa e velada, mas luminosa! DOM CIPRIANO CHAGAS - OSB



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